sábado, abril 23, 2005

feliz desaniversário

Nossa, não sei qual foi a última vez que levantei da cama de manhã lembrando o que havia sonhado durante a noite. Não lembro qual foi a última vez que escrevi alguma coisa meaningful, seja no blog, seja em outro meio. Não lembro qual foi a última sexta à noite que fiquei em casa sozinha com um micro à disposição por um certo tempo.
Chamem de futilidade, chamem de consumismo, chamem de individualismo exacerbado, mas eu preciso de um território bem definido e de coisas minhas, só minhas, para funcionar bem. Até funciono sem isso, não chego a ser um poço de chatura nessas exigências-resquícios de vida de filha única, mas é bem mais gostoso quando eu tiro um tempinho pra pensar nas minhas coisas e escrever um pouquinho, nem que seja só pra relembrar dos sonhos bizarros da noite anterior.
No fim das contas, até que essa gripe que me derrubou em casa tem um lado bom. Tudo bem que Xuxu está fazendo festa sem mim e provavelmente não vai passar aqui hoje, tudo bem que meu nariz está entupido e já meio raladinho de tanto assoar, tudo bem que estou com febre e meu corpo dói, mas está uma gostosura ficar de roupão, meio desgrenhada, tomando chazinho.
Meu novo desafio nessa vida mais agitada vai ser encontrar um pedacinho de vórtex tempo-espaço para escrever e pôr as coisas em ordem.
Ah, e análise cairia bem, até. Piadas à parte.
Bom final de semana, pipou!
E lembrem-se: baby-steps!! :o)
PS: dia 16 de abril foi aniversário de um ano dessa empreitada. E para responder ao eDEgar e aos que compartilham a dúvida, o nome Bluemind não tem nada a ver com tristeza ou blues. É que todas as lembranças mais legais da minha infância e aborrecência envolvem a cor azul.

domingo, abril 17, 2005

I tried to kill the pain but only brought more

Estado homeostático-anestésico.
Quem precisa de tpm?
They've fucked up the breaks, let's hit it!


sexta-feira, abril 08, 2005

Enid!

Sim! Eu tenho o melhor namorado do mundo e ganhei o melhor presente de aniversário da história! Yay!!!

terça-feira, março 15, 2005

water

I've swum oceans just to be here
I've faced all the challenges of the gods
I ran, they made me crawl
I walked, they made me bow
And I bowed
Just to get here
I’ve swum on the color of your eyes
And they froze
Then I cracked them bad mirrors
Now you’re blind
And helpless
And I froze
And I bowed
And I crawled
And I bent
And I never broke
And I never went home
And I’ve never been home
And I’ll never find home
I’ll swim oceans
Just to get somewhere
Just to find someone
And I’ll never belong
And I’ll never rest.

quarta-feira, março 09, 2005

oh meu deus

Pois então estou de volta.
Eis que estou saindo da faculdade no fim do dia. Já está anoitecendo, e percebo que enquanto sigo pela Ramiro - rua conhecida por sua segurança - há um rapaz suspeito me seguindo. Aperto o passo. Não adianta, o sujeito continua atrás de mim. Tento um "detour": entro na Jerônimo de Ornelas. Já é noite e a rua me parece estranha. Acabo me perdendo, não consigo encontrar a rua Santa Terezinha, e enquanto corro até a Santana, me vejo no meio de um matagal, descendo um morro carioca. Do escuro, vem uma mulher simpática. Percebendo que estou um tanto assustada, ela me pergunta se preciso de ajuda.
Acordo ofegante do pesadelo. Depois solto uma risadinha e, mais tranquila, durmo novamente. Acabo de perceber que a tal mulher era a Maria Bethania.